Comunicação

17 de setembro de 2026 - Institucional

Quando a escala muda a leitura do crescimento

Valor 1000 posiciona a Lar entre as maiores empresas brasileiras e reúne indicadores que ajudam a dimensionar uma transformação construída ao longo dos últimos anos

Rankings empresariais costumam registrar um momento. Uma posição, um indicador, o resultado de um exercício. Quando diferentes recortes começam a apontar na mesma direção, porém, a fotografia ganha outra leitura. É o que ocorre na edição 2026 do Valor 1000, anuário do Valor Econômico que chega à 26ª edição reunindo as mil maiores empresas brasileiras, classificadas por receita líquida. A publicação utiliza critérios desenvolvidos com participação do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas e da Serasa Experian.

Nesse universo, os números da Lar Cooperativa Agroindustrial mostram uma organização que vem mudando de escala dentro do ambiente empresarial brasileiro.

A Lar chegou à 61ª posição entre as mil maiores empresas do país, cinco colocações acima do resultado registrado no ano anterior. Em 2025, alcançou receita líquida consolidada de R$ 24,8 bilhões, crescimento de 14,2%. O Ebitda avançou 21,7%, para R$ 2,54 bilhões, enquanto o lucro líquido ficou em R$ 954,8 milhões.

A posição nacional é uma das formas de dimensionar esse movimento. Quando o recorte se aproxima da origem da Cooperativa, o lugar ocupado pela Lar se torna ainda mais evidente. Entre as empresas da Região Sul, aparece na quinta colocação. No Paraná, ocupa a terceira posição em receita líquida. Consideradas somente as cooperativas paranaenses presentes no levantamento, é a segunda maior.

O próprio Valor, ao analisar a economia do Sul, inclui a Lar entre as empresas que ajudam a explicar a posição alcançada pelo Paraná. O Estado responde por 44,7% da receita líquida das companhias da região presentes no ranking, e a publicação destaca a Lar entre as organizações ligadas ao agronegócio que ocupam posições relevantes no ambiente empresarial paranaense.

Mas tamanho, sozinho, não explica o resultado.

No Agronegócio, a Lar ocupa a sétima posição por receita líquida e sobe para a quarta colocação na classificação final do setor, que envolve também outros indicadores. Para chegar a esse resultado, o Valor analisa seis critérios econômico-financeiros: receita líquida consolidada, margem Ebitda, rentabilidade, evolução da receita nos últimos cinco anos, alavancagem financeira e cobertura de juros. A avaliação ESG integra uma segunda etapa restrita às três empresas mais bem colocadas na análise financeira.

Outros indicadores ajudam a compreender a posição alcançada. A Lar aparece em nono lugar entre as empresas do Agronegócio em margem Ebitda, com 10,3%, e integra o grupo das dez companhias do setor com maior evolução média da receita líquida nos últimos cinco anos. Segundo a metodologia do Valor, esse crescimento foi de 18,7% ao ano.

A comparação dos próprios dados consolidados da Cooperativa oferece outra medida dessa mudança. Em 2020, a receita líquida consolidada da Lar era de R$ 11,3 bilhões. Em 2025, chegou a R$ 24,8 bilhões. Em cinco anos, portanto, o volume mais que dobrou, com expansão próxima de 120%.

A dimensão alcançada aparece também na estrutura que sustenta os negócios. A Lar reúne atualmente cerca de 17 mil famílias associadas e 27 mil funcionários, mantém 89 unidades de recebimento de grãos no Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, industrializa as três proteínas animais, frango, suínos e peixes, e exporta para mais de 100 países.

São diferentes medidas de um mesmo processo. O aumento da receita ocorreu simultaneamente à ampliação da capacidade produtiva, da presença territorial, dos mercados atendidos e da complexidade dos negócios. Uma organização dessa dimensão passa a ser exigida em outros parâmetros: eficiência operacional, capacidade de investimento, solidez financeira, governança e qualidade das decisões que sustentam o crescimento.

É sob essa perspectiva que o Valor 1000 oferece uma leitura que vai além das colocações. Ao avançar cinco posições no ranking nacional e ocupar lugares relevantes nas comparações com as maiores empresas do Sul, do Paraná e do agronegócio brasileiro, a Lar passa a ter sua trajetória medida diante de referências empresariais de outra escala.

O ranking registra, portanto, um estágio alcançado pela Cooperativa, não um ponto de chegada. Depois de um ciclo que ampliou receita, estrutura, presença e mercados, o desafio passa a ser sustentar essa dimensão com resultados, eficiência e capacidade de adaptação. O crescimento levou a Lar a outro patamar de comparação. Permanecer nele, e continuar avançando, exigirá decisões compatíveis com a escala que construiu.