LAR
         

Avicultura

   Implantar avicultura de corte em uma região com temperaturas elevadas foi o grande desafio da cooperativa Lar, sendo que na área de abrangência existia apenas frango griller. Foi necessário muito treinamento e acompanhamento para o início do trabalho com 190 aviários, que resultaram em 40.000 aves abatidas ao dia no primeiro mês de abate, setembro de 1999. No mês seguinte o abate foi de 44.700 aves/dia.

   O processo de criação de frangos da Lar busca uma melhoria contínua em estrutura, manejo e equipamentos adequados para obter os melhores resultados. Ocorreu uma evolução gradativa ao longos dos anos graças ao comprometimento entre cooperativa, produtores e equipe técnica.

   Os índices da nossa avicultura são reconhecidos nacionalmente e nosso padrão considerado como referência para produção de frango. Hoje possuímos aproximadamente 700 aviários que resultam em um abate de 300 mil aves/dia, sendo que 260 aviários são certificados no padrão Global Gap para exportação.

Suinocultura

   A produção de suínos foi uma das primeiras atividades desenvolvidas na Cooperativa, inicialmente como subsistência e para comercialização a partir de 1966. A dificuldade inicial era imensa porque precisavam transportar a carga até São Paulo para ser vendida.

   Nos anos 70 e 80 a Lar possuía cerca de 600 produtores, todos com ciclo completo, com média de 5 a 10 matrizes por integrado. Entretanto, devido às crises e dificuldades econômicas sentidas pela atividade a Cooperativa e seus integrados tiveram que se ajustar ao mercado, sendo necessário a Lar assumir a responsabilidade da produção de leitões.

   O primeiro passo foi a criação da Unidade Produtora de Matrizes – UPM em 1988, com o objetivo de produzir matrizes para reposição de fêmeas de seus integrados, havia no local 180 avós em produção. Na seqüência em 1998 foi construída a primeira Unidade Produtora de Leitões- UPL com 5.200 matrizes no município de Itaipulândia.

   A suinocultura foi ampliada em 2008 com a construção de mais uma UPL com 5.200 matrizes em Serranópolis do Iguaçu. Hoje em todo o sistema é formado por 13 mil matrizes que resultam em um alojamento de 30.000 leitões/mês, distribuídos em 175 granjas de terminadores integrados. As UPL’s e UPM são certificadas nas normas ISO 9001, otimizam mão de obra e obtêm excelentes resultados. Recentemente foi iniciado um processo de certificação da carne suína em 13 granjas, em parceria com a Frimesa. O trabalho visa garantir segurança alimentar por meio de medidas de biossegurança, rastreabilidade, compromisso social e proteção do meio ambiente para expandir as possibilidades de comercialização da carne.

Postura de Ovos

   A atividade de Postura de Ovos está na Cooperativa há mais de 20 anos, trabalha em um sistema de parceria sob responsabilidade da Lar. Seguimos as normas higiênico-sanitárias com programa adequado de vacinação.

   O sistema de produção de Ovos segue as Boas Práticas de Produção Agropecuária–BPPA e a classificação dos mesmos possui registro SISBI (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal), uma das únicas classificações de Ovos do Brasil com essa certificação. A Unidade Industrial de Empacotados – UIE localizada no município de Céu Azul é a responsável pelo processo de classificação de Ovos da Cooperativa.

   A postura de Ovos exige muito cuidado para entregar Ovos de qualidade na mesa do consumidor, sendo que toda a produção da Lar é destinada ao mercado interno. Hoje são produzidos 6 milhões de ovos/mês , 54 produtores envolvidos no sistema e distribuídos em 7 municípios do Oeste do Paraná.

Atividade Leiteira

   Na década de 1960 entre as fontes de subsistência na produção agropecuária estava o leite, com o excedente gerando uma pequena renda familiar, através da fabricação de queijos coloniais. Com a criação da Cooperativa a união dos produtores gerou força e fôlego para a atividade.

   A partir da compra e industrialização do produto pela Central Sudcoop, hoje Frimesa, a atividade leiteira deixa de ser apenas de subsistência e passa a ser uma fonte de renda mensal para as famílias, trouxe segurança e estabilidade econômica aos pequenos produtores.

   Com o tempo surgiu a necessidade de especializar a atividade produtiva, substituindo animais de dupla aptidão – produção de leite e abate, por vacas voltadas somente a produção de leite. Na busca de novas genéticas, houve também a importação de vacas uruguaias que deixaram influências positivas para a região: consolidação de animais de segunda e terceira geração, animais adaptados a nova realidade e com melhoria de potencial genético na área de atuação da Lar.

   No início a ordenha era manual, em condições de higiene nem sempre adequadas e locais impróprios, com o passar do tempo a atividade evoluiu para ambientes próprios e mecanização da ordenha. No que diz respeito à entrega e cuidados durante o transporte e acondicionamento do leite, há uma padronização para que o resfriamento adequado seja mantido, tudo nos parâmetros de consumo humano. Hoje a Lar trabalha para garantir a assistência técnica de qualidade, padrões de higiene desde a ordenha até a entrega na indústria, possibilitando leite e lácteos de excelência na mesa do consumidor.